TECH WEEK 2024 - FACULDADE DE TECNOLOGIAS BAURU

 O evento Tech Week (Semana da Tecnologia) é um evento anual, que tem como objetivo trazer conhecimentos com os palestrantes já atuantes na área da Tecnologia, para trazer um panorama do que o mercado de trabalho espera de profissionais da área. 

 

Nesse ano de 2024 teve seu início no dia 14 de outubro primeira apresentação foi ministrada pelo palestrante Bruno Gueiros, Mentor em Cloud Solutions, possuindo mais de 20 anos de Tecnologia e certificações técnicas 

 

O tema da palestra foi sobre a solução da Microsoft: Intune e sobre suas funções de Gerenciamento de Dispositivos corporativos. 

  

Portanto, o primeiro tópico, foi o conceito de serviço em nuvem. 

entrando brevemente do conceito nuvem, se trata da alocação de um computador online para processar alguma aplicação ou serviço. 

Portanto o Intune é uma aplicação Saas (Software as a Service), então o custo dele é baseado em seu uso. 

 

Compreendendo esse conceito, Bruno prosseguiu com a exemplificação de que, anteriormente, as empresas concediam dispositivos para os colaboradores, porém havia muita dificuldade para gestão de ativos do inventário corporativo, então para controlar, monitorar e gerir esses equipamentos que surgiu o Intune. 

 

Sobre o ‘controlar’, podemos dar como exemplo um Desktop, cujo departamento de T.I precisaria realizar toda a preparação, o colocando no Active Directory, aplicando as Políticas de segurança no dispositivo e instalando seus softwares. 

 

Assim seguiu-se a explicação da diferença de MDM (Gerenciamento de Dispositivos Móveis) e MAN (Gerenciamento de Aplicativos Móveis), o MDM se trata de um monitoramento de todo o tráfego do dispositivo faz, assim como também verifica os ‘arquivos corporativos’, esse monitoramento, não se trata da visualização da tela do usuário e sim ‘logs’, como por exemplo, o usuário X utilizou o Dispositivo Smartphone corporativo para acessar um site de Cassino, portanto no log estará presente a URL do site acessado, assim como o horário de seu acesso, agora quanto aos arquivos corporativos, Bruno explicou que o software detecta e deixa ‘marcado’ arquivos baixados do e-mail ou OneDrive corporativo, assim registrando possíveis movimentações do mesmo, exemplo: Usuário X mandou o arquivo: Contrato_sigiloso.pdf, às 10:00 no Whatsapp. 

 

Demonstrando essa capacidade de controle bem robusta para ‘vazamentos’, logo seguimos para ‘Acesso Condicional’, que podemos tomar como exemplo: A empresa, concedeu dispositivos para execução do meu trabalho, mas gostaria de utilizar outros, ‘um computador pessoal’, antes isso era possível. Hoje! há como filtrar para que o colaborador utilize somente os dispositivos autenticados. 

 

Mas caso o cliente tente logar e seja solicitada a MFA, podemos configurar para não permitir, pois o dispositivo externo não possui todos os recursos de segurança. 

Podemos também limitar o uso do dispositivo por Geolocalização, pegando com o R.H o endereço do colaborador e cadastrando. 

esse MFA pode ser realizada por SMS, Ligação com o um BOT Microsoft ou o Aplicativo ‘Autenticador’. 

 

Assim também podemos garantir a confiabilidade do dispositivo através do Device Complice, que define: ‘Para acessar os dados corporativos precisa ter: Windows Atualizado, Programa tal conectado’, sobre o Windows atualizado, há a possibilidade de utilizar o Windows Autopilot, que podemos configurar a atualização do dispositivo, podendo colocar data limite, condições para a atualização entre outros. 

 

Outra tecnologia do Intune que auxilia muito o departamento de tecnologia da empresa, é o Device Enroll que se antes você precisava colocar o AD no dispositivo e depois configurar todas as GPOS, com o Intune, você ‘pula a configuração local’, conecta na AZURE AD e assim é ‘baixada as GPOS’ 

 

Bruno então finalizou sua apresentação e abriu um tempo para respostas de perguntas, aonde então eu direcionei a questão: “Mas o Intune faz a gestão de inventário?’, obtive a resposta que sim, entretanto, devido ao tempo que já ultrapassará de 50 minutos, não foi aprofundado. 

 

Assim demos início para a segunda apresentação, sendo ministrada pelo Professor, Rogério Thomazella, que possui doutorado em Engenharia Elétrica e o tema de sua palestra era ‘Aplicação de Inteligência Artifical no Ambiente de Trabalho’ 

 

Assim foi apresentado, que a definição de I.A foi definida na década de 50, Rogério então seguiu demonstrando a importância da I.A nas empresas, pois essa ferramenta aumenta a eficiência operacional e auxílio na tomada de decisões estratégicas. 

 

Entrando assim no tema de Teste de Turing. 

O Teste de Turing, proposto pelo matemático e cientista da computação Alan Turing em 1950, é um critério para determinar se uma máquina pode exibir comportamento inteligente indistinguível do de um ser humano. A ideia central é que, se um avaliador humano não conseguir diferenciar as respostas de uma máquina das de um humano em uma conversa, a máquina pode ser considerada "inteligente". 

 

Componentes principais do Teste de Turing: 

  1. Participantes: O teste envolve três participantes: um humano avaliador, uma máquina e um humano (que serve como controle). 

  1. Conversa: O avaliador se comunica com os dois através de um sistema de mensagens, sem saber qual é a máquina e qual é o humano. 

  1. Avaliação: Se o avaliador não conseguir identificar corretamente a máquina com frequência maior do que o acaso, a máquina é considerada como tendo passado no teste. 

Esse tema foi abordado, para pontuar as IAs mais conhecidas atualmente, como ChatGPT que conversa diretamente com você, respondendo suas questões, também foi apontada a ALEXA, assistente da Amazon ou até como aplicar a IA em um ChatBot de empresas, para aumentar o ‘acolhimento’ dos clientes que entram em contato. 

 

Logo seguimos a palestra para Machine Learning, observação pessoal, nesse momento, acredito que Rogério tenha confundido os dois conceitos, tendo em vista que o Machine Learning e Inteligência Articial não são as mesmas coisas 

IA é o campo geral que busca simular a inteligência humana em máquinas, enquanto Machine Learning é uma técnica específica dentro desse campo, que utiliza dados para "ensinar" máquinas a realizar tarefas sem programação explícita. 

 

Ainda assim, foi pontuado todo o processo de aprendizado da máquina:  

  1. Coleta de Dados 

  1. Reunir dados para o problema 

  1. Pré-Processamento 

  1. ‘Preparação dos dados’ 

  1. Treinamento do Modelo 

  1. Utilizar dados os dados para reconhecer padrões 

  1. Avaliação 

  1. Testar o modelo de padrões e aguardar aprovação humana. 

  1. Implementação 

  1. Aplicar o modelo no ambiente 

Para finalizar sua palestra, Rogério informou que a IA está ajudando nas Seguranças em sistemas, tendo em vista que podem ser usadas para ‘Proteção contra Ciberataques’, ‘Garantia de Integridade dos Dados’ e ‘Privacidade de dados’ 

 

Assim como Bruno, Rogério então abriu a palestra para perguntas, onde duas questões foram respondidas, a primeira foi de um aluno que questionou ‘Há uma I.A para resumir sua palestra?’, por mais afrontosa que fosse essa questão, Rogério respondeu que sim, existia, porém, nós como humanos, deveríamos tentar não depender da I.A para todas as tarefas, tendo em vista que a falta de execução humana, faz com que o conhecimento não seja absorvido. 

 

Assim então, seguiu a minha questão, que foi: ‘Sabendo da LGPD e que ao utilizar uma I.A aceitamos termos de uso, que claramente aprovam o uso de dados fornecidos, como podemos prevenir que usuários coloquem informações sigilosas no ChatGPT e peça para melhorar escrita ou formatação’ 

Rogério demonstrou surpresa e pontuou ser sim uma questão válida, assim recomendando uma tática que muito é utilizada no programa ‘Altas Horas’ no momento de perguntas. 

“Um amigo me disse”, assim então, não colocando as informações dos clientes ou se for enviar um documento, retirar as informações de clientes/empresa. 

 

Se encerrando as palestras do dia 14 de outubro, seguimos para o dia seguinte (15 de outubro), que trouxe então a terceira apresentação, ministrada pelo Eduardo Popovici, Arquiteto de soluções Cloud, certificado pela Microsoft, que visou apresentar a ‘Carreira de Infraestrutura em nuvem’ 

 

Após sua apresentação, Eduardo já partiu para demonstrar o volume de Demanda em cinco anos de profissionais nessa área de arquiteto em nuvem, pontuando que sua média salarial é de R$ 5.000,00 (Já deixando a prateia com os olhos arregalados com certeza). 
 

Explicando assim que para se tornar um ‘Arquiteto de solução’ precisa possuir algumas HardSkills (será abordado em outra palestra mais a frente o que seria essa palavra): Ter conhecimento em sistemas operacionais: Windows, Linux e/ou macOS, Linguagens de programação e script: Python, Java, C#, Shell Script, Powershell e etc, assim como ter consigo os Conceitos técnicos de Segurança da informações e CyberSec, DevOps e FinOps e Inteligência artifical, ou seja, um pouco de tudo, entretanto, precisa compreender que as vagas não vão se moldar a você e que você precisa se moldar as vagas. 

 

Pontuou a extrema importância de possui Certificações em suas HardSkills e sobre a necessidade de renová-las anualmente e sobre suas provas e seus preços. 

 

Assim, por mais que fizesse parecer nesse momento, que nosso o curso de redes de computadores, estivesse ‘desatualizado’ tendo em vista que estamos aprendendo infraestrutura física, Eduardo assim reforçou que antes de aprender sobre nuvem, é importante conhecer como funciona a comunicação de rede e ‘comer com farinha TCP/IP’. 

 

Como já de costume pelas palestras anteriores, sua finalização foi questões do público, onde foi levantado o questionamento ‘Qual plataforma podemos aprender mais sobre nuvem’, Eduardo então respondeu que a Microsoft fornece material gratuito no Microsoft Learn. 

 

Encerrando assim mais um dia de TechWeek, nossa quarta palestra, pela Daniela Almeida, membra da Oracle Academy, com o tema de ‘Soft e Hard Skills’. 

 

Sendo então apresentado que Soft Skills e Hard Skills são duas categorias de habilidades importantes no ambiente profissional, cada uma com suas características distintas. 

  • Hard Skills: Habilidades técnicas, mensuráveis e específicas (ex: programação, contabilidade). 

  • Soft Skills: Habilidades interpessoais, mais subjetivas e difíceis de medir (ex: comunicação, liderança). 

Sendo um tema até que breve, Daniela então concedeu exemplos, de profissionais que possuem muito ‘peso’ do lado de Hard Skill, entretanto, pouco ‘peso’ no Soft Skills’, sendo então pessoas que são ‘instáveis e não sabem se comunicar’, creio que todos já nos deparamos com alguém assim, que você pede ajuda com algo e a pessoa não explica de forma amigável e até mesmo nos deixa com um certo medo de perguntar de novo pois não entendeu. 

 

Com isso em vista, Soft Skill são importantes, para cargos de liderança ou projetos, tendo em vista que precisa se comunicar com outros colaboradores, ressaltando assim então que em entrevistas que possuem dinamicas de grupo, essa Soft Skill de comunicação assertiva é notada. 

 

Visivelmente Daniela gostaria que a palestra fosse interativa com os alunos, para que eles abrissem o microfone e direciona-se dúvidas ou participa-se nos exemplos, o que resultou em uma quebra de expectativa tendo em vista que os microfones dos aluinos estavam bloqueados, assim então direcionei a minha outra dúvida: “Você acredita que cursos de Soft Skill são efetivos? Tendo em vista que é algo que se aprimora durante o dia a dia?” 

Daniela então disse que sim, pontuando já ter participado de aulas online onde tiveram bastantes dinamicas para resolução de problemas e que até mesmo nossa faculdade no momento de prover trabalhos em equipe, aperfeiçoam perfis de liderança e cooperação. 

 

Já no dia 16 de outubro a programação era de mais duas palestras, entretanto um incidente familiar de um dos participas fez o cancelamento de uma, assim então tendo início a quinta palestra, pelo Mauricio Baesse, com o tema “Desafios da Ciber Segurança”. 

 

Ele começou explicando o que hoje é o título de sua profissão: ‘Arquiteto de solução”, que se trata de um profissional que buscam compreender um pouco de tudo, para assim orientar a boas práticas e projetos de melhoria, entretanto, como o próprio título diz, ele está ali apenas para Arquitetar, não significa que ele que colocará a mão na massa para realizar esses projetos, o que me trouxe muita paz, percebendo que hoje, possuo um rio de conhecimento, mas com um palmo de profundidade, pois ainda não me decidi a que me aprofundar. 

 

Logo se seguiu o tema da palestra, demonstrando que o cenário atual hoje é a existência de +60 ferramentas de segurança e a existência de 1 milhão de vagas para ‘analista de segurança’, essas vagas procuram profissionais que saibam como invadir e como proteger uma rede, assim como a habilidade de visualizar LOGS e tomar decisões assertivas, exemplo: 

‘Fulano de tal tentou entrar no Wifi e errou a senha duas vezes, entrou na terceira, logo após o mesmo Fulano, tentou acessar sua própria conta e errou a senha novamente, será que é o Fulano mesmo ou é um atacante?’ 

Essa decisão assertiva é o que está faltando no mercado, tendo em vsita que segundo a IBM há uma média de 215 dias para se identificar um vazamento de dados, o que demonstra a falta de análise criteriosa. 

Portanto, conforme essas ameaças aumentas, o especialista em Segurança se torna mais importante. 

Assim Mauricio prosseguiu informando os diversos tipos de Malwares e como visam ter acesso aos dados armazenados no computador e executam ações em nome dos usuários e novamente reforçou a que hoje os indicadores demonstram haver muitos mais malwares do que defesas, prosseguindo então para como realizar a melhor proteção, pontuando tecnologias com IA & Machine Learning para detectar ataques sofisticados e investigação de LOGs para acelerar a resposta e melhorar a mitigação. 

 

 

 

Ainda assim, mesmo com as melhores proteções de rede, grande maioria de vazamentos ou ataques partem internamente na empresa, seja por um funcionário descontente a até mesmo um ignorante que clica nos links de phishing, portanto, assim foi apresentado o FortiRecon, um Software que monitora todo ataque externo, analisando a postura do colaborador tanto internamente na empresa quanto externamente, como assim? 

Vamos supor que o colaborador Pedro, utiliza seu e-mail corporativo para cadastrar conta em site de terceiros, essa ação é registrada pelo FortiRecon, pois caso haja um vazamento de dados desse site, possivelmente as credenciais corporativas vão ser expostas. 

Assim também existe a ‘proteção de marca’, caso sua empresa vire conversa na DARKWEB, você receberá um alerta. 

 

Mas hoje, vemos uma migração para o ambiente nuvem, portanto, os novos profissionais, precisam compreender como os ataques funcionam a um ambiente físico e na nuvem, saber configurações de VPN, Firewall e portas de comunicação, são essenciais para atuar nessa área. 

 

As perguntas dessa palestra foram sobre ‘como comprovar conhecimento na área’, onde então Mauricio pontuou que as empresas de Firewall possuem certificações para comprovar conhecimento, assim como existência de diversos Bootcamps de ‘try hack me’. 

 

Agora para finalizar com chave de ouro nossa sexta e última palestra, ocorreu no dia 17 de outubro, contamos com a presença de dois membros da Informo tecnologia, empresa dedicada a solução tecnológica de Bauru, onde Eduardo Brandi e Marcio Talhacolo participaram da palestra. Seu tema foi “Administração e Segurança - Microsoft 365”. 

 

Foi então pontuada a diferença entre OFFICE 365 e MICROSOFT 365, onde OFFICE se dá pelos produtos que a Microsoft oferece: Excel, PowerPoint, Word, OneDrive e etc, portanto, se trata de Ferramentas. 

 

Enquanto MICROSOFT 365 é a solução para empresas, possuindo serviços de administração de dispositivos, usuários etc. 

 

Percebendo assim que o OFFICE, o MICROSOFT 365 é uma licença paga mensalmente, entretanto voltado para empresas, tendo em vista que suas soluções são no âmbito mais corporativos, como SharePoint, E-mail Corporativo e Teams. 

 

Seus serviços também visam a proteção do ambiente, concedendo relatórios sobre fragilidades no ambiente e orientações. 

Esse tema já havia sido debatido na primeira palestra sobre Intune, mas voltou a aparecer aqui nosso ‘Acesso condicional’, onde Eduardo aprofundou mais dentro desse conceito e pontuou até mesmo configurar essas ‘instruções’ para acesso seguro de um dispositivo. 

 

Assim, após essa demonstração, como de prática, foi aberto aos participantes levantarem questões a serem retiradas, entretanto, não tivemos dúvidas a serem levantadas, logo o professor Torres questionou qual é o tipo de profissional que as empresas buscam e quem concedeu a palavra foi o Márcio, que acabou destruindo toda minha expectativa criada na palestra anterior do Mauricio Baesse sobre ‘arquiteto de solução’, pois ele repassou que hoje o que se procura são profissionais focados em apenas um seguimento, se for infraestrutura que possua certificações centralizadas no seu cargo e que profissionais ‘generalistas’ não são bem vistos. 

 

Logo após isso, foi pontuado que hoje a Informo concede certificações para seus profissionais, que me fez querer implorar por uma vaga, assim finalizando nossa TECH WEEK. 

 

De todas as palestras que participei, fiz questão de seguir todos os participantes no Linkedin para que eu possa acompanhar as futuras certificações ou projetos dos mesmso, a fim de criar um Networking e até mesmo poder me ‘espelhar’ na jornada de cada um. 

 

Posso dizer que fiquei surpreendido com o esforço da Fatec de Bauru para conseguir o tempo de profissionais da área e realmente poder compreender o mercado de trabalho vindo deles, me trouxe mais força para estudar e me aperfeiçoar. 

 

Agradeço e parabenizo a iniciativa e o projeto da Faculdade de Tecnologias de Bauru.

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